Políticos envolvidos em escândalos retornam à disputa em MT
A campanha pelo governo de Mato Grosso, apontada como a mais competitiva desde a redemocratização do país e com possibilidade inédita de segundo turno, marca o retorno de duas figuras políticas que desapareceram da cena pública após serem envolvidas em denúncias de corrupção.
Retorno dos nomes polêmicos
O governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, incorporou o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, ao núcleo estratégico de sua campanha à reeleição. Simultaneamente, o senador Wellington Fagundes, do PL, designou o ex-deputado federal Pedro Henry para coordenar as ações políticas na região Oeste do Estado.
Ambos os personagens compartilham uma trajetória marcada por influência política expressiva em Mato Grosso, interrompida abruptamente após enfrentarem acusações e condenações que ganharam projeção nacional. Mais de uma década após seus afastamentos, retornam aos bastidores eleitorais em um momento crucial para a política estadual.
Conexões com gestão anterior
A coincidência reveste-se de significado porque Pagot e Henry fizeram parte, durante anos, do mesmo núcleo político comandado pelo então governador Blairo Maggi, atual apoiador de Pivetta. Os dois foram protagonistas de um período de expansão da influência mato-grossense nas estruturas federais, embora tenham se tornado associados aos maiores escândalos da administração estadual.
O retorno desses nomes gera debate sobre a memória eleitoral e as estratégias dos candidatos em jogo, evidenciando como figuras desacreditadas reaparecem em disputas políticas de alto relevo.





















