ANUNCIE SUA EMPRESA AQUI EM NOSSO SITE. CLIQUE NO WHATSAPP QUE APARECE EM SUA TELA E SAIBA MAIS

Júri de policiais penais acusados de matar jovem em Poxoréu é interrompido e remarcado para 20 de janeiro

Júri de policiais penais acusados de matar jovem em Poxoréu é interrompido e remarcado para 20 de janeiro

O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de participação no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido na terça-feira (13), em Poxoréu (263 km de Cuiabá), depois que o Conselho de Sentença foi dissolvido. A decisão da juíza veio após a defesa apresentar um relatório sigiloso que não constava dos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste, para onde o processo foi levado após o desaforamento do júri.

Os advogados dos réus sustentam que o documento já havia sido juntado ao processo quando ele tramitava em Poxoréu e que não teria sido enviado na transferência. Os promotores Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri do Ministério Público de Mato Grosso, pediram a impugnação do relatório e a continuidade da sessão, alegando que o documento não poderia ser usado naquelas circunstâncias.

Segundo Fabison Cardoso, a defesa apresentou o relatório, supostamente sigiloso, depois da oitiva de várias testemunhas, e todos foram surpreendidos em plenário. O MP levantou questão de ordem para que o material fosse excluído ou não utilizado.

A magistrada dissolveu o Conselho de Sentença e marcou novo julgamento para 20 de janeiro de 2027, às 8h. Dez testemunhas já haviam sido ouvidas. Como explicou Eduardo Zaque, será sorteado um novo conselho e todas as testemunhas, do MP, da defesa e da assistência de acusação, serão ouvidas outra vez, porque os jurados do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos debatidos na sessão.

O processo apura a morte de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Segundo a denúncia, após uma discussão durante o evento Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi baleada.

Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima e apontado pelo MP como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio, denunciada por disparo de arma de fogo. De acordo com a acusação, ela teria atirado durante a discussão no estacionamento da festa, atingindo a lataria do carro conduzido por Giovanni.

Também havia sido denunciado por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, mas o processo contra ele foi extinto por causa de sua morte. Conforme a denúncia, Fábio, Carlos e Patrício teriam seguido a vítima e invadido a casa onde ela estava, identificando-se como policiais. Giovanni foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um tiro na cabeça, na frente do filho, que na época tinha 4 anos.

Foto: assessoria