Vereador denúncia o “CAOS NA SAÚDE PUBLICA EM CUIABÁ”
A crise na saúde pública do Município de Cuiabá assume contornos de extrema gravidade, conforme manifestação do Vereador Dídimo Vovô, que formulou contundentes críticas à administração do Prefeito Abílio Brunini. O parlamentar afirmou, em tom peremptório, o fechamento, há mais de um ano, de duas salas especializadas destinadas ao atendimento de mulheres vítimas de violência, conduta que, em sua narrativa, configura descumprimento da Lei Federal nº 14.847/2024, a qual institui diretrizes para o acolhimento e proteção dessas vítimas.
O Vereador descreveu o quadro da saúde municipal como um “abismo total”, assinalando, entre outros pontos, que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro vem funcionando com apenas três enfermeiros, número que, segundo sua alegação, é substancialmente inferior ao mínimo necessário. Sustenta-se, na exposição do parlamentar, que a situação de precarização não se restringe a episódios isolados, mas reveste-se de natureza estrutural, sendo caracterizada como inépcia administrativa. Afirma ainda que 149 (cento e quarenta e nove) médicos encontram-se sem o recebimento de suas remunerações, fato que, à vista do relato, contribui para o agravamento do colapso no atendimento.
Vereador Dídimo Vovô – Foto: reprodução
O caos na saúde pública Cuiabana é caracterizado pela superlotação nas UPA, falta de médicos especialistas, escassez de medicamentos/equipamentos e longas filas de espera, afetando principalmente os 75,6% da população dependentes do SUS. Problemas estruturais e de gestão resultam em condições precárias e atendimento.
Denuncia-se, igualmente, a paralisação de serviços essenciais, com a assertiva de que nenhum laboratório público estaria em funcionamento na capital. Para o Vereador, tal quadro não decorre de mera insuficiência de recursos financeiros, mas de manifesta incapacidade gerencial, sintetizada na crítica de que a Prefeitura não lograria administrar, sequer, montante da ordem de R$ 8.000.000,00 (oito milhões de reais).
Relata-se, ainda, a situação da Policlínica do Pedra 90, cuja administração — segundo o Vereador — ostentaria saldo superior a R$ 5.200.000,00 (cinco milhões e duzentos mil reais), não obstante persistir, por mais de um ano, problema relevante e não solucionado, consistente em vazamento de cobertura. Tal inércia administrativa é imputada como evidência de descontrole na gestão da máquina pública.

Em face do exposto, o Vereador Dídimo Vovô adverte para o risco de agravamento iminente da crise no âmbito da saúde municipal na semana subsequente, dada a continuidade de profissionais sem pagamento, a precarização de unidades e a interrupção de serviços. Segundo sua manifestação, os fatos delineiam situação de iminente colapso dos serviços públicos de saúde, atribuída à atuação da administração municipal, que até o presente momento não teria adotado medidas eficazes para compatibilizar a gestão com a gravidade dos problemas apontados.

