Pivetta assume comando do Estado de Mato Grosso com ênfase no combate ao feminicídio

Pivetta assume comando do Estado de Mato Grosso com ênfase no combate ao feminicídio

O ex‑governador Mauro Mendes (União) entregou, na noite desta terça‑feira (31), a faixa de chefe do Executivo estadual ao governador empossado Otaviano Pivetta (Republicanos), que assume a liderança do Palácio Paiaguás.

A mudança no comando do Executivo decorre da renúncia de Mendes para disputar uma vaga no Senado, encerrando um ciclo de quase oito anos à frente do Governo de Mato Grosso.

A entrega da faixa formalizou a transferência de responsabilidades e oficializou a posse de Pivetta como chefe do Executivo estadual.

A solenidade foi realizada no espaço Allure e contou com a presença de secretários de Estado, deputados estaduais e federais, além de autoridades e lideranças políticas.

Mendes participou da cerimônia acompanhado da esposa, Virgínia Mendes; Pivetta recebeu a insígnia do cargo ao lado do filho Augusto e do pai Tilídio Pivetta.

Antes da transmissão simbólica, os dois protagonizaram um abraço no palco. Visivelmente emocionado, o novo governador demonstrou comoção durante a solenidade.

Em sua primeira entrevista coletiva após a posse, o governador Otaviano Pivetta afirmou que sua prioridade será o combate à criminalidade, com ênfase no enfrentamento ao feminicídio.

Pivetta também comentou a indefinição sobre o modal de transporte de Cuiabá entre o BRT (Bus Rapid Transit) e o BUD (Bonde Urbano Digital). Segundo ele, a demora na definição decorre da ausência de respostas técnicas sobre o projeto do bonde, e o Governo não pretende submeter a população da capital e da região a riscos decorrentes de uma decisão precipitada.

Sobre a postura que adotará na campanha à reeleição, Pivetta afirmou não ter uma estratégia definida e declarou que pretende respeitar os adversários, mas que responderá com firmeza a ataques considerados de teor baixo.

“Acredito na reciprocidade: respeito aos adversários; porém, quando os ataques forem de baixo nível, haverá resposta à altura”, afirmou, após a sessão de posse na Assembleia Legislativa.

Segurança pública

Pivetta indicou que a área de Segurança Pública será uma das prioridades de seu governo. Ele anunciou reunião com as forças de segurança na quarta‑feira (1º) para alinhar estratégias e afirmou que implantará a primeira Delegacia da Mulher 24 horas em Várzea Grande.

“Nossa prioridade é combater não só o feminicídio, mas todo tipo de crime. Temos a determinação de endurecer as ações contra a criminalidade e não temos compromisso com erros. Amanhã me reunirei com as forças de segurança para definir estratégias”, declarou.

O governador acrescentou que pretende aumentar o efetivo policial nas ruas e adotou medida voltada à criação da delegacia especializada em Várzea Grande, cujo anúncio das ações deverá ocorrer em breve, em conjunto com a delegada‑geral da Polícia Civil.

BUD

Pivetta afirmou que a implantação do BUD não está descartada, mas que exige garantias técnicas adicionais. Ele citou que o modal está em fase de testes em Curitiba e que uma equipe estadual avaliou o projeto, mas ainda há questões sem resposta. Até a conclusão das obras, o Governo do Estado definirá a solução mais adequada para o transporte na capital.

“Queremos implantar o modal mais moderno possível em Cuiabá, mas faremos isso com responsabilidade; enquanto as obras não forem concluídas, tomaremos a decisão adequada”, afirmou.

Relação com a Assembleia Legislativa

Ao tratar da relação com o Legislativo, Pivetta disse estar confiante em uma convivência institucional positiva, lembrando que já atuou por quatro anos como deputado e conhece a dinâmica da Casa. Informou ainda que a escolha do líder do governo na Assembleia será anunciada até sábado (4).

Relação com o governo federal

Sobre a interlocução com o governo federal, o governador declarou que manterá uma postura institucional de respeito, sem, no entanto, criar expectativa de obtenção automática de recursos ou benefícios por parte da União.

“Não podemos ter expectativas de que o governo federal nos atenderá automaticamente, mas manteremos uma relação institucional de respeito e avaliaremos as possibilidades sem conflitos desnecessários”, concluiu.

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