Mercado Imobiliário: Cinco cidades concentram R$ 14,6 bilhões em vendas em 2025

Mercado Imobiliário: Cinco cidades concentram R$ 14,6 bilhões em vendas em 2025

O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com movimentações bilionárias e uma clara mudança de rota. Segundo um levantamento inédito da DWV, plataforma de inteligência do setor, as vendas de imóveis alcançaram R$ 14,6 bilhões concentrados em apenas cinco mercados principais. O dado reforça que o capital dos investidores está migrando dos grandes centros tradicionais para cidades médias e turísticas de alto valor agregado.

O estudo analisou mais de 111 mil imóveis ao longo do ano passado, revelando que a liquidez tornou-se mais “seletiva”: o mercado não busca apenas volume, mas sim projetos bem posicionados e com ticket médio elevado.

O “Fenômeno Catarinense” e Curitiba

Santa Catarina consolidou-se como o estado com maior valorização imobiliária do país. Das cinco cidades que lideram o VGV nacional, quatro pertencem ao litoral catarinense:

  1. Itapema (SC): R$ 4,1 bilhões

  2. Porto Belo (SC): R$ 3,8 bilhões

  3. Balneário Camboriú (SC): R$ 2,4 bilhões

  4. Itajaí (SC): R$ 2,2 bilhões

  5. Curitiba (PR): R$ 2,0 bilhões

Ticket Médio de R$ 2,8 Milhões

O perfil do comprador mudou. Nas praças mais valorizadas, o valor médio por imóvel atingiu a marca de R$ 2,85 milhões. Balneário Camboriú mantém o posto de ticket médio mais alto do Brasil, seguida por Torres (RS) e São Paulo (SP).

Para Dagoberto Fagundes, cofundador da DWV, esse movimento indica uma descentralização estrutural. “O mercado não está apenas vendendo mais unidades, mas movimentando volumes financeiros crescentes em regiões específicas onde há produto de qualidade e preço coerente”, explica o especialista.

Mercados Emergentes e Perspectivas para 2026

Além dos líderes tradicionais, cidades como Balneário Piçarras (SC), Navegantes (SC) e João Pessoa (PB) surgem como polos de forte crescimento. No Nordeste, João Pessoa se destaca pela alta velocidade de vendas, enquanto Fortaleza (CE) foca na valorização do metro quadrado e um perfil de vendas mais exclusivo.

Para o ciclo de 2026, a tendência é de continuidade. “O próximo ciclo será menos sobre volume genérico e mais sobre VGV qualificado. Os dados serão decisivos para definir onde lançar e para quem vender”, conclui Fagundes.

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