Educação do DF e OAB firmam parceria para fortalecer o ensino da história afro-brasileira

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A CAIXA Cultural Brasília recebe, entre os dias 15 e 18 de janeiro de 2026, a segunda temporada do espetáculo O Mercador de Veneza. Protagonizada por Dan Stulbach, a montagem adapta o clássico de William Shakespeare para a estética dos anos 1990, mantendo a força de temas como racismo, antissemitismo e as contradições do sistema econômico. Após uma primeira semana de sucesso em dezembro de 2025, a peça retorna para oferecer ao público da capital federal novas sessões com preços populares e debates sobre a obra.

A trama foca no conflito entre o mercador Antônio e o agiota Shylock (Stulbach), envolvendo um empréstimo cuja garantia é, literalmente, uma libra de carne do próprio devedor. A diretora Daniela Stirbulov buscou transformar o texto denso em um “vespeiro” de reflexões acessíveis ao público contemporâneo, unindo a profundidade narrativa de Shakespeare a uma estética urbana e atual. Além das apresentações, o projeto promove inclusão com sessão em Libras e bate-papos com o elenco.

Programação e informações de ingressos

Os interessados devem ficar atentos aos horários de venda, dada a alta procura na primeira fase:

  • Vendas: Iniciam em 10 de janeiro (sábado), às 9h na bilheteria física e às 13h no site Bilheteria Cultural.

  • Valores: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para estudantes, idosos e clientes CAIXA).

  • Acessibilidade: A sessão de sábado (17), às 17h, contará com intérprete de Libras.

  • Bate-papo: Na quinta-feira (15), haverá conversa com os atores após o espetáculo.

Dia da Semana Horários das Sessões Destaques
Quinta-feira (15/01) 20h30 Bate-papo com o elenco após a peça
Sexta-feira (16/01) 20h30
Sábado (17/01) 17h e 20h Sessão das 17h com Libras
Domingo (18/01) 16h e 19h Últimas apresentações

O clássico sob uma nova ótica

A montagem destaca a inteligência social de Shakespeare ao tratar o dinheiro e o preconceito como engrenagens de poder. Ao transpor a Veneza do século XVI para o final do século XX, a peça ressalta como as questões de intolerância permanecem cíclicas na sociedade. Com um elenco de 12 atores, a produção foca em uma linguagem direta e popular, característica que Dan Stulbach buscou imprimir ao seu Shylock para garantir que a mensagem de “humanidade ferida” da personagem alcance todos os perfis de espectadores.

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