Além de Godói, áudio do VAR deixou claro que Raphael Claus foi alertado sobre aplicação do cartão vermelho.

Em dérbi campineiro marcado por polêmica da arbitragem, sequer coloquei dúvidas sobre os dois pênaltis assinalados por Raphael Claus, favoravelmente à Ponte Preta, na vitória de domingo, no Estádio Moisés Lucarelli.
Como confesso desconhecer a clareza da regra, tinha dúvida sobre a aplicação da cor do cartão para o zagueiro Lucas Rafael, do Guarani.
Aí, nada como o professor em arbitragem Oscar Roberto de Godói nos ensinar aquilo que diz a regra, para que não sejamos curiosos em palpitar sobre aquilo que não sabemos.
Godói desenhou pra todos nós – e inclui-se o presidente em exercício do Guarani Rômulo Amaro -, que falta dentro da área sem o contato por baixo é pênalti e indicação do cartão vermelho.
Quem se dispôs a conferir o áudio da ‘resenha’ de Claus com o árbitro de vídeo no VAR, Thiago Peixoto, ficou sabendo que Claus até seria condescendente com aplicação do cartão amarelo, mas Peixoto o alertou para que a regra fosse cumprida integralmente, com punição de cartão vermelho.
MAURÍCIO SOUZA
O treinador do Guarani, Maurício Souza, também se debruçou nesta prolongada conversa sobre arbitragem e muita bronca contra Claus, mas não explicou as besteiras que cometeu antes e durante a partida.
Foi, sim, grosseiro contra um repórterque o indagou sobre preferência para trabalhar com jogadores jovens.
“Trabalho com o elenco que disponho”, foi a resposta seca.
Empolgado com a goleada que o Guarani aplicou no Água Santa, propôs um esquema ousado, e assim partir pra cima da Ponte Preta.
Alguém deveria avisá-lo que este time bugrino não conta com atletas do nível de Djalminha, Amoroso e Luizão, que desequilibravam partidas, e recomendava-se estilo essencialmente ofensivo.
TODO CUIDADO É POUCO…
Deveria saber que, contra a maior rival, todo cuidado é pouco. Ora, adiantou avançar a linha de seu compartimento defensivo?
Foi aí que recebeu o troco, quando o atacante Jean Dias, da Ponte Preta, lançado na velocidade – cerca de dois metros atrás do zagueiro Lucas Rafael – ganhou na corrida, em sequência de lance que originou o pênalti.
Com o pênalti convertido pela Ponte Preta, Maurício Souza mostrou que precisa amadurecer neste troço chamado futebol.
Para a entrada de Tití, visando recomposição da zaga, o argumento usado para ter sacado o meio-campista Anderson Leite – que havia se recuperado de lesão e precisava de uma equipe com mais ‘saúde’ -, não convenceu.
E quando constatou o buracão que deixou na ‘meiúca’, caiu na real, durante o intervalo, ao sacar o apagado atacante Luís Miguel, para a entrada do volante Caio Mello.
PONTE MAL
Se cabe ao torcedor pontepretano ainda comemorar a vitória sobre o maior rival, a verdade nua e crua é que o time esteve longe de rendimento aceitável.
Mesmo com a vantagem de um jogador durante quase todo segundo tempo, não conseguiu se impor na partida, e ainda correu risco de sofrer mais do que um gol.
A rigor, isso só não ocorreu por desperdício de oportunidade do Guarani e precisão de seu goleiro Diogo Silva para praticar defesa.
O que justificou a escalação do meia Pedro Vilhena?
Outra vez uma nulidade em campo, com demora para ser substituído.
E se o centroavante Darnlei já não havia convencido, por que o treinador Alberto Valentim não escalou o reserva Bruno Lopes, de mais velocidade e mobilidade?
Fonte; FI