Sintep-MT reforça luta coletiva contra fraudes nos consignados e cobrança ao governo de MT

Sintep-MT reforça luta coletiva contra fraudes nos consignados e cobrança ao governo de MT

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), junto ao movimento sindical unificado, esteve reunido na sede da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FESSP-MT), nesta segunda-feira (02/02), para tratar de mais um desafio no governo Mauro Mendes, que é o escândalo dos consignados. Uma operação que, conforme levantamento, promove um rombo de R$ 315 milhões no bolso dos servidores públicos.

O presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes, destaca que os prejuízos causados aos servidores públicos, especialmente aos da educação, estão se tornando um verdadeiro poço sem fundo. Empurrados para os empréstimos consignados após o arrocho salarial imposto pela gestão Mauro Mendes, servidores ativos e aposentados enfrentam agora novos danos, inclusive de ordem moral. Muitos deles vêm sendo acusados injustamente de litigância de má-fé, em meio aos prejuízos provocados pela fraude dos consignados no Estado.

O movimento sindical convidou para esclarecimentos o responsável pelo escritório AFG & Taques, o advogado Pedro Taques. Na oportunidade, Taques voltou a reafirmar que as irregularidades identificadas no caso da Capital Consig e de seu grupo econômico não eram isoladas, mas se repetiam em contratos firmados por outras consignatárias, um total de 12 empresas, que atuavam no sistema estadual, impactando em graves prejuízos para mais de 20 mil servidores do Estado.

O advogado reafirmou a responsabilidade do governo do Estado, que deixou de fiscalizar e de atuar na defesa do servidor público, além de demorar a dar respostas, permitindo a continuidade e a expansão de práticas abusivas que afetaram milhares de trabalhadores.

Para Henrique Lopes, as revelações que vêm se formando em torno dos consignados, com a participação também do Banco Master, o qual tem envolvimento em ações fraudulentas em nível nacional, evidenciam a gravidade do caso. “As investigações, que já alcançaram a Polícia Federal, confirmam que as denúncias feitas inicialmente pelos sindicatos não eram sensacionalistas e indicam que ainda podem vir à tona situações mais graves relacionadas à política estadual.”

Para Henrique, é fundamental que os sindicatos se apropriem de todos os desdobramentos da investigação, a fim de atuar de forma articulada na defesa dos servidores e na responsabilização dos envolvidos. “Nesse processo, o governo de Mato Grosso também possui parcela de responsabilidade que precisa ser devidamente cobrada”, conclui.

A reunião coordenada pela presidente da Fessp-MT, Carmem Machado, teve a presença do secretário de Finanças do Sintep-MT, Orlando Francisco, e 17 representações de sindicatos, associações e a Federação, com vários diretores de cada categoria.

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