Tensões no Oriente Médio: Especialista analisa ameaças de Trump e o risco de conflito com o Irã

Tensões no Oriente Médio: Especialista analisa ameaças de Trump e o risco de conflito com o Irã

O clima de instabilidade no Oriente Médio atingiu um ponto crítico nesta quinta-feira (29 de janeiro de 2026). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou via redes sociais a movimentação de uma poderosa força naval para as proximidades do Irã, declarando que os militares estão prontos para “cumprir sua missão”.

Em resposta, o governo iraniano afirmou estar aberto ao diálogo, mas alertou que reagirá “como nunca antes” caso sofra pressões ou ataques militares. Para Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC-SP, a postura norte-americana revela um descaso com as consequências humanitárias locais.

“Para os EUA, o custo não é alto. Mas é alto para quem mora na região, e os EUA estão pouco se lixando com isso”, afirmou Nasser em entrevista ao Conexão BdF.

Pontos Centrais da Crise

  • Objetivo de Washington: O governo Trump busca forçar o Irã a assinar um novo acordo nuclear sob os termos dos EUA.

  • Instabilidade Interna: O Irã enfrenta protestos populares desde o fim de 2025. O regime acusa EUA e Israel de insuflarem as manifestações para desestabilizar o país.

  • Retirada Russa: Notícias indicam que a Rússia começou a retirar cidadãos de áreas próximas a usinas nucleares iranianas, o que analistas interpretam como um sinal de que um ataque pode estar sendo planejado.

O Papel da Guarda Revolucionária

Um fator decisivo em uma eventual guerra é a Guarda Revolucionária do Irã. Recentemente incluída na lista de organizações terroristas pela Europa, o grupo é mais do que uma força militar:

  • Poder Político e Econômico: Administra grandes investimentos e propriedades no Irã.

  • Capacidade de Retaliação: Segundo Nasser, embora a defesa iraniana possa estar comprometida, a Guarda Revolucionária possui capacidade real de atingir alvos e retaliar ações externas.

Reações Regionais e Globais

Enquanto a Europa mantém seu alinhamento histórico com os EUA, potências regionais como Arábia Saudita e Catar observam a movimentação com apreensão, sendo contrários à abertura de uma nova frente de guerra que desestabilizaria o mercado de energia e a segurança regional.

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