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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deu um passo decisivo na proteção da infância e juventude com o lançamento oficial do Portal Criança e Adolescente. Disponibilizada no final de 2025 e em plena operação neste início de 2026, a ferramenta foi desenhada para ser um hub de informações estratégicas para pais, educadores e os próprios jovens. O objetivo central é capacitar a sociedade para identificar sinais silenciosos de violência e fortalecer os vínculos familiares como a primeira barreira de proteção.
O portal surge em resposta à necessidade de centralizar os canais de denúncia e esclarecer o fluxo de atendimento da rede de proteção. Através da plataforma, é possível entender como as mudanças de comportamento — como apatia repentina, medo de determinados locais ou alterações no sono — podem ser indicadores de situações de risco. O MPDFT reforça que a denúncia é um dever legal e que todos os canais garantem o sigilo absoluto, acionando imediatamente uma rede integrada que inclui o Conselho Tutelar, delegacias especializadas e suporte psicossocial.
Um dos diferenciais da plataforma é o foco na prevenção e no fortalecimento de vínculos. O portal disponibiliza oficinas, cartilhas e atividades práticas para que as famílias passem tempo de qualidade juntas. A ideia é que, ao melhorar a comunicação e o afeto dentro de casa, a criança se sinta segura para relatar qualquer anormalidade ocorrida em outros ambientes. Há também um guia de “Escuta Especializada”, que ensina adultos a acolherem relatos de violência sem julgamentos ou interrupções que possam causar a revitimização.
A segurança no ambiente digital também ocupa um espaço de destaque no portal. Com a crescente exposição de menores de idade a riscos online, a página oferece diretrizes éticas e técnicas para pais e professores, com recomendações divididas por faixa etária. O conteúdo inclui um mapa de riscos da internet e orientações precisas sobre quando uma interação virtual deixa de ser entretenimento e passa a configurar um crime, como o grooming ou a exposição indevida de imagens.
O portal também se destaca pela sua isonomia e inclusão, trazendo conteúdos específicos para grupos em situações de vulnerabilidade. Estão disponíveis protocolos antirracistas, cartilhas sobre os direitos de menores LGBTQIA+ e materiais voltados para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Além disso, a plataforma detalha os mecanismos da Lei Henry Borel, que estabelece medidas rigorosas de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra crianças.
Para tornar a ferramenta ainda mais acessível, o MPDFT criou uma aba exclusiva para o público infantojuvenil. Com linguagem simples, colorida e humanizada, essa seção explica aos pequenos quais são seus direitos e como eles podem pedir ajuda se sentirem que algo está errado. É uma forma de empoderar a criança para que ela reconheça sua própria autonomia e saiba que as instituições públicas estão ali para protegê-la.
A Secretaria de Comunicação do MPDFT ressalta que o portal é um organismo vivo e continuará sendo atualizado com novas campanhas e dados ao longo de 2026. Em um mundo onde a informação corre rápido, garantir que as ferramentas de proteção estejam ao alcance de um clique é essencial para salvar vidas e garantir um desenvolvimento saudável para as futuras gerações.

