A descoberta científica surpreendente de que as árvores também tiram uma soneca durante a noite

A descoberta científica surpreendente de que as árvores também tiram uma soneca durante a noite

Um homem de 20 anos, na China, buscou ajuda médica após conviver por três anos com uma condição intrigante: sempre que lavava as mãos ou as submergia em água, a pele do dorso de suas mãos engrossava, ficava excessivamente enrugada e apresentava protuberâncias brancas. O quadro, que causava coceira intensa e queimação, piorava nos meses de verão e desaparecia cerca de 30 minutos após a secagem da pele.

Anteriormente diagnosticado de forma equivocada com eczema crônico, o paciente não apresentou melhora com pomadas retinoides. Ao chegar ao hospital, os médicos realizaram o teste de imersão, confirmando o aparecimento imediato das lesões. O caso foi detalhado em um relatório publicado na rede JAMA, destacando a raridade da manifestação clínica.


Diagnóstico e o “Sinal da mão no balde”

Após a realização de biópsias, os médicos identificaram que o paciente sofria de Acroceratodermia seringa aquagênica (ASA). A condição é caracterizada pelo alargamento dos dutos de suor e pela hiperqueratose (produção excessiva de queratina) quando em contato com a água.

  • Manifestação Inédita: O que torna este caso único no mundo é a localização das lesões. Normalmente, a ASA afeta as palmas das mãos. Neste paciente, as palmas permaneceram intactas, enquanto o dorso das mãos e os dedos foram severamente afetados.

  • Causas Prováveis: Embora a causa exata seja desconhecida, a medicina associa a condição a anormalidades nas glândulas sudoríparas. Há também uma forte correlação genética: entre 40% e 84% dos pacientes com fibrose cística apresentam essa condição.

  • Sintomatologia: O fenômeno é conhecido popularmente como “sinal da mão no balde”, devido à reação imediata à submersão.

Tratamento e Recuperação

O tratamento prescrito envolveu o uso de pomada de ureia com hidrocortisona, combinando a ação hidratante com o efeito anti-inflamatório do corticosteroide. Além disso, os médicos recomendaram que o jovem evitasse molhar as mãos além do estritamente necessário.

Em apenas um mês de acompanhamento, o paciente relatou uma diminuição substancial dos sintomas. O caso serve como um alerta para dermatologistas sobre as variações atípicas de doenças raras e a importância de biópsias precisas em diagnósticos persistentes.

Fatos sobre a Acroceratodermia seringa aquagênica (ASA)

Característica Detalhes
Público principal Mais comum em adolescentes do sexo feminino
Gatilho Contato com água (independente da temperatura)
Duração Sintomas somem entre 30 minutos e algumas horas após secagem
Associação Genética Ligação direta com mutações do gene da Fibrose Cística

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