Educação de Jovens e Adultos no DF abre inscrições para o primeiro semestre de 2026
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) inicia, na próxima segunda-feira (5), o período de inscrições para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) referente ao primeiro semestre letivo de 2026. A oportunidade é destinada a jovens, adultos e idosos que desejam iniciar ou concluir o ensino fundamental ou médio. O prazo para o cadastro segue até o dia 16 de janeiro, podendo ser realizado de forma virtual ou por atendimento telefônico.
A EJA tem se consolidado como uma das principais ferramentas de inclusão social na capital. Segundo dados da última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD), o fortalecimento dessa modalidade contribuiu para que a taxa de analfabetismo no DF caísse de 4,2% para 1,5% em apenas três anos. Com esse resultado, o Distrito Federal ocupa hoje o posto de unidade da Federação com o menor índice de analfabetismo do Brasil.
Como realizar a inscrição
Os interessados possuem dois canais oficiais para garantir a vaga:
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Internet: Através do site oficial da Secretaria (educacao.df.gov.br). No portal, é possível consultar a lista de escolas que ofertam a modalidade para escolher a unidade mais próxima de casa ou do trabalho.
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Telefone: Pela Central de Atendimento ao Cidadão, no número 156, selecionando a opção 2.
Estrutura e permanência escolar
Para garantir que o aluno não apenas entre na escola, mas consiga concluir os estudos, a SEEDF mantém programas estratégicos de apoio:
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DF Alfabetizado: Focado em turmas de alfabetização inicial em áreas urbanas, rurais e assentamentos.
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ProfsEJA: Programa de formação continuada para os professores, preparando-os para as particularidades do ensino de adultos.
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Educação em Prisões: Oferta de ensino em unidades prisionais e projetos de remição de pena pela leitura, visando a ressocialização.
Impacto social
Para Lilian Sena, diretora da Educação de Jovens e Adultos (DIEJA), o foco da gestão está em conectar o ensino ao mercado de trabalho. “Nosso compromisso é garantir não apenas o acesso, mas a permanência e a inserção desses estudantes no mundo do trabalho”, ressaltou. A EJA é vista não apenas como uma correção de fluxo escolar, mas como um instrumento de cidadania que devolve a autoestima e amplia as chances de qualificação profissional para quem não teve acesso à escola na idade convencional.

