Operação Ad Rem sequestra cinco imóveis ligados a facção criminosa em Várzea Grande e região de Cuiabá
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Ad Rem, que tem como alvo o patrimônio de uma facção criminosa. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, cinco imóveis foram sequestrados e uma prisão preventiva foi decretada.
A ação é um desdobramento da Operação Ruptura CPX, realizada em março pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). Os bens sequestrados são quatro imóveis em Várzea Grande e uma chácara na região do Rio dos Peixes, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
As investigações apontam que familiares e terceiros eram usados para ocultar patrimônio, incluindo imóveis explorados comercialmente e uma propriedade rural vendida por cerca de R$ 180 mil, dos quais R$ 100 mil foram pagos em dinheiro vivo.
A nova prisão preventiva é de um investigado apontado como gerente do tráfico e responsável pela arrecadação e administração financeira do grupo. Ele havia sido preso na Ruptura CPX e depois teve a preventiva revogada, quando a defesa sustentou que era apenas um “laranja”. Segundo a polícia, surgiram indícios de que ele também controlava estoques, a distribuição de drogas, pontos de venda e as finanças de outros integrantes, com cerca de R$ 661 mil movimentados em um dos períodos analisados.
O delegado Anteno Junior Pimentel Marcondes afirmou que a operação reforça a estratégia de atingir a estrutura financeira e patrimonial das facções para impedir que recursos ilícitos sejam preservados ou reinvestidos no crime organizado.
Foto: Assessoria
